
Ontem vazei, saí, acabei por aceitar um convite para ir ver Joe Satriani que confesso nem vi porque me quis divertir no recinto (comprei uma fita para o cabelo, tipo "armante"e mais uma carteirinha fixe para oferecer ao Kiev, amaricada uma vez que tinha umas cenas cor-de-rosa mas ele confessará que é de uma utilidade...). Antes disso fui ás compras ao Vasco da Gama e comprei umas calças, uma prendita para um amigo (F.Sousa) e 2 casacos de capuz para mim. Ah, também quis comprar o "Chromme Azzarot" mas não vi (sabes para quem é a boca, não sabes, oh Maradona) e acabei por comprar um D&G versão obviamente masculina.
Jantei, em pleno Parque das nações um Spaghetti al Carbonara que me soube pela vidinha e depois paguei, e saí.Ninguém de nós sabia onde era o recinto e então lá perguntamos. - Ai e tal, é ja ali, 20 minutos a pé, mesmo debaixo da ponte Vasco da Gama- disse o bufo que me fodeu bem, pois andei, andei, andei, e passado uma hora e dez lá cheguei ao recinto.
Seca, milhares de pessoas para entrar, ja eram quase 20 horas e ainda havia milhares de "festivaleiros" cá fora, alguns pareciam "mineiros" tal era o grau de sobriedade que apresentavam.Passados 45 minutos lá cheguei á revista policial, que me queria apreender os medicamentos, era um policia velho e que já estava naquela de até me tirar a tampa da garrafa da água que levava para tomar as pastilhas (não, não eram psicotrópicas tipo ecstasy).
Duzentas e tal torneiras de Super Bock e eu não poder matar a sede...mas teve que ser.
Bem, agora como descrever um ambiente onde se vê de tudo? Era só charros a passar de mão em mão, gajas bêbadas a chamar o velho Greg, gajos a lamberem-se na boca e eu ali, na minha e a pensar na "Mina".Fui com 3 gajos jogar matraquilhos e lá acabou o Joe Satriani.
Metallica.Sinceramente não esperava tanta qualidade por parte desse grupo alemão.A viagem foi de comboio, e embora não possam acreditar, não ingeri qualquer gota de alcool, apenas um Red Bull porque estava a ficar ensonado e 3 cafés. Pensei que não iria gostar de um grupo que até nem me diz muito, mas sinceramente, fiquei a gostar porque demonstraram um profissionalismo, um som quase de estudio e acima de tudo, souberam ter a plateia na mão, deliciando-nos com não um, mas dois "encores" ou seja, depois de terminarem ainda voltaram duas vezes e aí deram-nos o "Unforgiven" 1 e 2 , "One" e o "Nothing else matters".
Liguei aos "Mineiros" para ouvirem o ambiente e para lhes dizer que estava bem e a curtir até mas também já era tarde.O Andrezito ainda atendeu e ouviu o som...sentiu o gostinho especial que eu estava a sentir.
E a festa acabou, a procissão de mocados e abananados, borrachos, sóbrios (eu e alguns poucos) realizava-se agora de volta á Gare do oriente, que de um momento para o outro se tornou mais uma vez como que um grande albergue para os sem-abrigo improvisados.É aqui que vale a experiência, da noite fria se fez quente, porque ao abrir a mochila saltaram casacos e camisolas enquanto outros corpos iam perdendo alcool e arrefecendo, eu ía aquecendo e dormindo descansado o sono do guerreiro.
Por fim o comboio de novo, viagem toda a dormir e para trás uma noite inesquecivel, pois não me lembro de estar tão sóbrio num concerto desde que o José Cid veio uma vez a Rio de Moinhos...mas isso já foi no tempo do Sumol só ao domingo.
E ontem a "mina" não me deu aquele vapor mais uma vez, que cala a dor e a tristeza e a transforma em culto e cumplicidade com os amigos mais necessitados.
PS.Obrigado Kiev pelo teu comentário, são palavras como essas que fazem crescer o coração e querer agarrar os amigos com as duas mãos como se estas fossem fortes, macias, como as garras de um corvo.Hoje de negro? Vem á "mina" e leva cor.Obrigado Kiev