sábado, 17 de novembro de 2007

Karaoke na Mina

Uma vez esta fulana apareceu aí na Mina a cantar ( a foto do juninho acima comprova que é na Mina) e por não ser de cá nunca mais apareceu pelas nossas festas e até que cantava mais ou menos fixe...Por isso é que as nossas festas são para nós. Vem pessoal de fora, um gajo até gosta de os ouvir e tal, ás vezes, mas depois nem mais uma cerveja vem beber...


Mais uma vez hoje, sabado 17 de Novembro, se festeja em "familia" uma noite na "Mina", com uma sessão de karaoke, noites essas que tornam a "Mina" num local muito especial e apetecível a todos.


Chovem de todos os quadrantes mensagens que atestam a qualidade destas reuniões fraternais entre "Mineiros" e claro está que nestas noites há quem queira estar presente.


Por ser uma festa para os "Mineiros" habituais a gerência teve que declinar algumas propostas ou pedidos de presença, ou seja, quase como que recusar algumas presenças tais como:


- Gabinete da Presidência da Republica que quis saber qual a possibilidade de o presidente Cavaco Silva poder vir á nossa festa.


-Gabinete de Sua Santidade o Papa Bento XVI


-Gabinete da Presidencia da Federação Portuguesa de Futebol





Estes são apenas alguns exemplos de pessoas que queriam estar na nossa festa, mas a festa é para os "Mineiros" e mais nada. Claro que a gerência se baseia na boa educação e no máximo respeito por estas entidades e de qualquer forma guardou alguns lugares em representação destas altas entidades, ou seja, permitiu apenas que:


- Em representação da parte politica estará por certo o Jimmy ou o Bruno Teixeira ou eu, que subo aos postes para pendurar cartazes do "Vota **"...


-Em representação do clero teremos os que ao Domingo vão á missa, a Cristina couto e a Vera que cantam no coro da missa, e alguns dos acólitos e alguns alcoólicos...


- Em representação do futebol estarão por certo as grandes figuras ligadas ao futebol do SC rio de Moinhos, vice-presidente e alguns jogadores...





Por estas e por outras é que a "mina" se torna apetecivel...Por falar nisso, oh Jordão, não ofereces um carioca logo á noite??

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O Porteiro

O Porteiro da "Mina".O outro só fica á porta a entregar cartões e recebe-los depois devidamente pagos.Por uma questão de bom gosto e requinte aqui vai a fotografia do verdadeiro.


E logo no dia seguinte, uma equipa do melhor que há em Rio de Moinhos no que toca á arte de Técnico de Material Sanitário, basicamente um canalizador, apresentou-se na "Mina". Digámos que faz bem, muito bem o leitor ou o Criador do Blog reclamar e exigir mais e melhor do nosso espaço. Não fora a critica acérrima dos devotos a tal Santuário, ainda hoje "o nosso amigo de trás nas horas de aperto e libertação" não largaria as suas descargas, até há quem pirosamente lhe chame autoclismo.Eu construtivamente assim o chamei na crónica anterior...Assim, poderemos dignamente fazer a digestão dos alimentos ingeridos e depois escoá-los no repousado requinte que o wc da "Mina" nos oferece. Pelo menos é melhor que ter que vir a casa á procura de um certo conforto...antagónico, fugir do café Conforto para fazer algo em que não nos sentiamos bem ao fazer, algo tão simples e necessário, ao corpo e á mente pois quer queiram quer não serve para fazermos pequenas reflexões, algo tão sublime como cagar*, pronto! Ja há conforto na "Mina".





Mais uma vez a extremosa gerência da casa nos ofereceu uma noite em familia, ao mais alto nivel, mais que isso, é quase uma irmandade...escrever de tarde proporciona frases tão curiosas como a que acabo de escrever atrás. Sem nos apercebermos estavamos todos reunidos na "Mina" a fazer uma festa que sinceramente me encheu as medidas todas...a noite de Karaoke foi fantástica.





É certo que tem os seus custos, as coisas custam uns centimos mais, mas essa é a nossa contribuição para que mais vezes nos possamos juntar em quase familia. Esta é a minha particular opinião (estes textos transmitem a minha opinião que poderá ou não ser comungada ou não pelos ilustres visitantes deste magnifico blog, ou "mineiros" assiduos.Eu assumo a minha responsabilidade no que escrevo) e se o Jordão perder clientes por minha causa, outros ganhará.


Ganhará porque é raro o caso de um café ter um blog, criado por um (mau) cliente para que mesmo á distancia possámos estabelecer contacto uns com os outros, pena não ser oficial...pena a Dignissima Gerência nem um carioca de café pagar ao zelador deste pobre e mal cavacado blog.





Gostaria de lançar um desafio ao pessoal leitor das coisas que escrevo, mas não queria lança-lo para longe tal a força com que o lançaria, portanto, vou lança-lo para bem perto, ali para a rua de baixo...Que tal opinarem* (2) sobre aquilo que gostam e não gostam na "Mina"??


Por mim, a "Mina" seria um espaço de eleição ao sabado, aquele espaço a que vamos quando saimos da "Mina". Engraçado, sair da "Mina" e voltar logo de seguida. E qual o meu conceito? Bom, ter um mini-espetaculo qualquer ao sabado á noite. Karaoke, Fairy Dreams, Cantarias, um quinteto de musicos "mineiros"...qualquer merda servia para estar. O porteiro seria sempre o mesmo, o da foto em cima. Já agora ao menos mudem a indumentária do mesmo, um cachecol do SCRM seria o melhor, agora aquelas cores...que falta de gosto do Porteiro, não do Jordão.





Dia 17 deste mês la teremos mais uma vez Karaoke, mal posso esperar, eu gosto de karaokes, a sério, a musica nunca é má no momento em que podemos cantar, porque é escolhida por nós. Num Karaoke como o que fez o Jordão ainda se está melhor, somos todos conhecidos, todos partilhamos algo mais de nós para os outros...depois é raro juntarem-se tão boas vozes e quase todas elas de Rio de Moinhos, então poder ver aqueles três a cantar a "Canção de Alterne" do Rui Veloso, fica na memória pela magnifica execução daquelas vozes de cristal.





São festas muito mais fixes que as romarias que se fazem ao Sr dos Remédios e S.Martinho. Está bem, voces têm razão, realmente as outras são melhores e duram quatro dias, mas agora vou dizer-vos os meus motivos para alegar que as noites de festa da "Mina" são melhores que as outras:


1º- As festas da "Mina" não tem procissão.


2º- Não há missa de festa.


3º- Os festeiros somos nós.


4º- Não temos que ir para o largo da feira ver cantores, vemo-los ali e os cantores somos nós e pagamos por isso.


5º- Não há sermaõ e se houver deve-se aplicar a máxima "o cliente tem sempre razão"





Ainda seriam mais, mas estes exemplos chegam já...mas há muito mais.





Conto com alguns comentários, mesmo anónimos, a dizer o que pensam, bem ou mal, escrevam...comentem bem e bebentem melhor.Já anda aí do novo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O Autoclismo


Eis a peça de mobiliário sanitário que faltava e falta na Mina! Abençoado pelo dom criativo que o Senhor Deus Pai lhe deu, Bruno Jordão não se mostra interessado e nem por isso reinventa o clássico autoclismo.


Poder-se-ia ter limitado apenas à nobre arte de servir a taça de branco ou a mini geladíssima (a torneira) com o pires de tremoços ou amendoíns mas o Jordão não é homem de querer mais e ao ir onde mais ninguém foi, ou por falta de tempo ou porque era inútil, revelou também uma enorme falta de talento decorativo.É pena porque neste anos todos ele tem tido na Mina dos mais ilustres pensadores da nossa praça, os maiores "fazedores de opinião" da zona e tem servido nas mais produtivas turtulias feitas a norte do Mondego.


Mas falemos do autoclismo, essa peça de indubitável valor e tantas vezes votada ao esquecimento. Quantas vezes vemos os maltratos que essa peça sofre com a ponta do cigarro que parece incomodar a "cagadela" ( esta frase para aqueles que como eu tem apenas a 4ª classe) ou a defecação ( é o mesmo que cagadela, mas dado o nivel cultural, visto que a Mina agora alberga muitos doutores e doutoras exige-se que se use este Português) do fumador, a micção (lá está, é uma mijadela, inculto) descontrolada do cliente alcoolizado ou mesmo tornado diário dos cagões? Sim, porque nos autoclismos e nas portas de casa de banho, escrevem-se diários com frases tão profundas para a sociedade que até nos remetem á uma introspecção duradoira.Eis algumas perolas mais comuns:


"Caguei aqui a 17 / 12 / 2006" -importante este dado

"Quem aqui vier cagar traga consigo papel, que não faça da merda tinta e dos dedos um pincel"

"Aqui todos os corajosos se cagam todos" - Profundo...


Estes são apenas exemplos da poesia ou dos "maltratos culturais que um autoclismo leva"
E no entanto, ali está ele, qual apoio de retaguarda, qual amigo que nos ampara nos momentos difíceis, sempre silencioso e servil... Pelo menos até ao momento da descarga...que não existe na Mina.Pois é...qual tasco que não tem uma merda de um autoclismo para descarregar sobre as nossas fezes devidamente colocadas a boiar no fundo da sanita? Até a Portela tem...
O Jordão não o fez embutido. Não. Nem no tecto, daqueles com um fio que ao puxar fazem desabar o dilúvio sobre o torcido ou amarelecido líquido. Nem foi mais à frente ou mais ao lado, neste caso. Na sua mente de fino recorte decorativo, o Jordão bem podia decidir arriscar tudo e num gesto de empreiteiro sem precedentes, digna de um qualquer engenheiro, coloca o autoclismo de lado. De lado? sim, e mais. Sem receio da crítica feroz e acirrada dos conservadores do tipo "caga no monte" por colocar pelo o simples autoclismo a funcionar ou então substitui-lo por uma torneira.Ora bem, para os líquidos ainda se aceita a solução, mas e os sólidos? Fica a questão. E a eterna esperança de nunca precisar de aliviar a tripa na Mina.

Mas nem tudo é mau...ao menos, num dia destes tive que me usar do wc da Mina para defecar...fiquei ali a fumar uma cigarrada, na boa, a observar os azulejos (sim Azulejos porque se fosse Vermelhejos ou Verdejos ou Amarelejos ou mesmo Pretejos eu não cagava ali, gosto de apreciar Azulejos). É de realçar que a luz se apagou porque tem um modernissimo sistema de temporização, que tipo, quando se está na hora de limpar o anús (cu para os mais desfavorecidos culturalmente) se apaga e um gajo fica ali ás escuras de calças arreadas...Nem uma vela ou um balde para nos safar...
Pois amigo "mineiro", tu que geralmente envias o fax daquele requintado wc, traz contigo uma garrafa de água ou então uma saquinha onde poderás largar os teus dejectos intestinais e colocas no cestinho dos papeis.Em alternativa, vais ao monte porque lá também não há água, luz nem tens que ter problemas na forma como deixas cagada a sanita para quem vier a seguir, nos montes não faltam sitios bons e virgens para se escrever o fax do dia.
Aceitam-se ajudas monetárias para resolver essa questão pertinente...

domingo, 14 de outubro de 2007

Boas Noticias

na foto: Miguelito, Filipe, eu e O Jordão, o tal anti-cultura



Há dias assim, em que as boas notícias aparecem. Outros há, no entanto, onde as más parece que vêm todas juntas. Mas não é hora para falar nas más notícias...até porque na verdade a única noticia má que tenho é que o Bruno Jordão não me deixa mais tocar viola e cantar no café.Fiquei triste, confesso que é uma má noticia e agora? Também compreendo, aquilo junta ali muitas fãs que tenho, amontoam-se ali, perto de mim e o Jordão não consegue passar com a bandeja. O Excmo Presidente Presidente da República Portuguesa, o Dr Anibal Cavaco Silva até já se pronunciou em declarações á comunicação social (nem sei como é que ele soube), afirmando que "Algo inevitável, mas difícil de aceitar. A proíbição de aquele excelente jovem poder semear a sua vastissima cultura e sabedoria fenomenal é, principalmente para a cultura ocidental e RiodeMoinhense, o fim da linha. A cultura contemporânea perdeu o sentido destes grandes valores que, na era antiga e medieval e também nos primeiros séculos da era moderna, constituíam pontos de referência essenciais, e em ampla medida irrenunciáveis, no pensamento O Joca, que não se preocupe pois irá concerteza tocar para o Couves ou sai de Gatas porque uma casa tendo clientes daquele calibre só tem muito a ganhar. É uma perda irreparavél para a Mina e a cultura Portuguesa

Isto foram apenas palavras, mas se mostrasse já os mail enviados por gente mais importante até pelo Vaticano (Por ás vezes cantar a musica do sr Pde Borga) , Pelo Puttin, o Bush , o Chico Buarque, até mesmo o Exº Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos o Sr Joaquim Rodrigues referiu, em entrevista á Rádio Penafiel comentou "A perda do hábito da leitura substituída pela cultura de massa, onde imagens e "verdades–clichês" e filmes do Bin, substituem o raciocínio criativo que o Joca espalha e semeia naquele espaço importante para o desenvolvimento da Vila, leva os jovens à perda de imaginação e capacidade criadora. Uma das decisões que mais conseqüências e mais aparentes efeitos nefastos na cultura trará á nossa vila.Até ja estamos a tratar de um dossier para prevenir os efeitos que a decisão do Sr Jordão representou "

Mas bastam as más noticias.Antigamente a "mina" não existia, era mais um local daqueles nas bermas das avenidas (moro no Largo do Carvalhal, aqui as avenidas proliferam). Esse estabelecimento era o Café Conforto, que tinha o nome já gastos pelas chuvas e tal...Então, graças á cultura que se começou lá a semear (com pensadores e mentes brihantes como a minha e do Miguelito) reanimou-se o espaço.Chamamos-lhe a Mina.Muito bem


Já que querem boas noticias aqui vai então:




Esta foto do pijama dos ursinhos...ser sociologo é dormir com pijamas aos ursinhos? Dass, se eu dormisse com pijama ás risquinhas era quê? enologo? Já ninguém dorme assim, só se fôr a Isabel Cavaca...



A Telma já é Sociologa

...mais um dr ou pessoa formada na Mina...qualquer dia não me deixam entrar por nao ser Dr.Mas bolas...sou um Buda qualquer ou merda assim que arrasta multidões atrás de mim.Aliás, nas procissões atrás de mim até vem a Banda da Musica e muita gente crente.Por isso entro na mina, ainda, apesar da minha quarta classe feita na escola...do largo do carvalhal, lógico. Nao sei bem o que faz um sociologo mas é fixe.



Parabens Telma que encontres rapidamente um "tacho" numa "Cambara" Municipal ou assim e pagues uma daquelas caixas vermelhas na foto em cima, não a tua mas a primeira do post
Bruno Teixeira já é formado em Relações Internacionais
Bruno Teixeira agarrando a vaca pelo canudo! (as vacas tem canudo? Tem sim, tenho razão, falava das vacas de fogo que se queimam em Rio de Moinhos porque as que queimaram em Boelhe não tinham canudos, tinham velas roubadas no nicho de Nª Sra)

Querem mais? Ok, o Bruno Teixeira também já pode entrar na Mina, mais uma ajuda para a gente deixar de dizer "caralhadas" e dizer "penilhadas".

E o que é essa coisa de Relações Internacionais?...Errado, não é nada disso que estais a pensar suas mentes perversas, não é "comer" uma Sueca ou um Francesa (!) ou engatar um Marroquino ou dar duas de treta a um Ucraniano, isto para as Ladies, óbvio.
As Relações Internacionais são uma ciência política dedicada ao estudo das relações entre Estados, sejam elas diplomáticas, comerciais, legislativas, etc. Difere-se da história, sociologia, economia, antropologia, filosofia e do direito, ainda que se valha de diversos conceitos e noções destes.Um dos problemas básicos das Relações Internacionais, é o estudo da paz, diplomacia e guerra entre os Estados como um actor internacional, assim como o estudo de organizações internacionais , transnacionais e ONGs no Sistema Internacional. As linhas de pesquisa dividem-se basicamente em política externa, economia política, segurança internacional, legislação internacional, instituições internacionais e o processo de globalização.Como ciência, dificilmente se percebe um objecto de estudo restrito apenas às relações internacionais. Alguns autores propõem vagamente que os estudos se limitem aos acordos comerciais, diplomáticos, de paz, etc., bem como declarações formais de guerra. Contra essa idéia, argumenta-se que a mera formalidade burocrática não é suficiente para configurar a relação internacional. Estas questões não impedem as relações internacionais de configurarem uma ciência própria.
Teorias
1.Teorias gerais, que tentam explicar tudo o que se passa no mundo e a todos os níveis da vida.
a.Teoria Realista, ou T. Clássicab.Teoria Idealista, ou T. Transnacional, ou Liberalc.Teoria Marxista
2.Teorias parciais, que tentam explicar uma parte das Relações Internacionais, apenas tentam explicar um problema (ex.: conflitos internacionais = guerra).
a.Teoria sobre Causas de Guerra
b.Teoria da Estratégiac.Teoria da Integração
c.Teoria da Integração

E ja chega de treta, o bruno que começe ja a tratar da minha reconciliação com Boelhe (sou um traidor) por causa do meu comentário que lhe fiz á foto acima.
Amigo, fica o desejo que também arranjes um bom tacho algures numa das embaixadas da ONU, parece-me que no Ártico estão lá com problemas em arranjar um formado em relações internacionais, porque os Ursos polares andam em guerra com as Morsas, atacam-se e quando a liderança não é forte...


Querem mais? Ok, podem vir à Mina que eu nao canto mais nem toco mais


Mais ainda? O Rio de Moinhos empatou e mantem-se em 1º lugar


Mais ainda...mais uma boa noticia?


Estou meio fácil...por isso aproveitem


Hoje estou feliz, por quem me deu as boas notícias. E mai' nada

sábado, 1 de setembro de 2007

É já amanhã


É já amanhã que o Sport Clube Rio de Moinhos volta aos grandes jogos do futebol distrital.O jogo será ás 17 horas e coloca o Alfenense como adversário nosso. Sabe-se de antemão que este será um jogo complicado para o Rio de Moinhos uma vez que é sabido que o Sporting Clube Portugal está a investir no Alfenense.

A minha estará lá concerteza, representada por muitos de nós que vamos trocar o café pelo campo para ver os nossos "mineiros"ali, a levarem o nome de Rio de Moinhos mais longe.

Filipe Sousa, Miguelito, Luis Miguel, Bossio, Vitor, Diamantino, Virgilio, Helder Gato, Andrezinho e Maki...são mineiros, todos os dias ou quase todos os dias, estão connosco ali, na mina.Sabemos bem o que valem e vamos esperar que nos tragam uma vitoria para comemorar

Um empate caseiro deixará muita gente insegura. No entanto há aspectos que estão do nosso lado.Jogamos em casa, não há baixas de vulto na aquipa, a equipa técnica é excelente e já mostrou isso mesmo o ano passado e depois...há um emblema a correr no coração de cada atleta da terra. Razões de sobra para os adeptos Riodemoinhenses estarem crentes num resultado positivo.
O treinador Zé Tó tem a equipa praticamente na máxima força. O Miguelito já treinou normalmente com os restantes colegas e deverá ser opção para a esquerda. O restante plantel está todo á disposição do técnico por isso não são de esperar grandes alterações em relação ao último jogo em que vencemos o Varzea do Douro em jogo de apresentação mas de caracter muito sério.
Os dados estão lançados para que seja um grande jogo. Nas bancadas da Belavista espera-se também uma grande massa humana. Os Riode moinhenses estão com o “tesão” do futebol e por isso deverão rumar em grande número ao campo...cuidado é com o transito.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ai vem eles


Está a chegar...

Está a chegar o dia que voltam os nossos rapazes "mineiros" a jogar á bola a contar para o campeonato distrital da 1ª divisão da AFP. É já domingo lá para as 13 e pouco que eles começam a aparecer de fato de treino para um café, que espero bem servido...E assim começa a nova época. Tanta coisa nova, mas este hábito mantem-se inalterável. O pessoal juntar-se na mina e depois seguir em representação do clube. A aposta é subir e todos sabemos que é possivel e que união de grupo não falta. Vamos ganhar ao Alfenense e assim iniciar da melhor forma a lenta caminhada mas que se espera firme, rumo á subida de divisão.


É peculiar...o pessoal anda aos grupos. Até agora eram os musicos da banda que vinham aqui fardados ao café, ninguém se esquece do local, agora juntam-se fardas e fatos de treino...e daqui a pouco restam os fatos de treino. Mas todos ali vêm parar.


Depois a velha história, chega a noite de domingo e vai-se ao café e vemos o pessoal do futebol de fato treino após o jantar, pronto, suspira-se de alivio, o Rio de Moinhos ganhou ou teve um resultado positivo fora de portas. É vê-los sentados no sitio do costume...


E é já domingo que os esperamos ver jogar como sabem e nós lá estaremos a apoiar.

sábado, 11 de agosto de 2007

Um local de paz


Há bem pouco tempo alguém me disse que “a mina não é um local para relaxar!”. Esta surpreendente frase envolveu-me e dei por mim a pensar nas funções que se atribuí a um local e que necessidades ele serve. Vou fazer um pequeno exercicio ao comparar a "mina" a uma simples casa.Como por exemplo, a casa onde vivemos com a nossa familia.
Em termos básicos uma casa serve para nos abrigar do mau tempo, para dormir, para fazer algumas refeições. Mas será que é apenas isso?Não! Uma casa é mais que isso e todos sabemos disso.
Para muitas pessoas a "Mina" serve como refúgio da agitação, um espaço de paz onde se pode simplesmente estar, só ou acompanhado.Por isso dizemos que nos sentimos em casa noutros sítios, porque são locais que satisfazem a necessidade de pertença, de companhia, de acolhimento e onde sentimos que temos um “espaço nosso”.
Alguns de nós têm o privilégio de sentir um local como uma segunda casa. Um local de paz onde a nossa presença é valorizada e onde as relações humanas são isso mesmo… humanas! E esse local para muitos também é a "mina".
Este ideal de casa geralmente é trazido pelos clientes, que muitas vezes trazem na retina uma representação de um teatro de operações bélicas das suas casas e apenas querem de lá sair por momentos.Só espero que os que passam e venham a passar pelas "minhas casas" se sintam acolhidos, valorizados e respeitados como se estivessem na sua casa ideal.
Em suma, quem faz a "mina" somos nós, os "mineiros" do costume.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Obrigado


Venho aqui hoje com plena disposição de vos agradecer, mineiros, algo que fica gravado na minha memória...Foi um aniversário porreiro por ter festejado ao lado de alguns familiares, mas também por ter recebido centenas de lindas e carinhosas mensagens de amigos, amigas, colegas, militantes de causas diversas e a melhor parte a que me quero referir aqui neste espaço: A mina á meia-noite a cantar os parabens (curiosamente afinadinhos e certinhos) mas depois, lambões, mamaram-me uma grade de cerveja assim, num abrir e fechar de olhos. Os homens portaram-se bem a cantar mas as mulheres não ficaram atrás.Contei apenas 3 mas chegaram para ser afinadinhas, Telma, Alcina e Daniela Jardim...Não disponho de tempo para agradecer individualmente a todos - como gostaria -, mas o faço de forma colectiva, dizendo: obrigado, amigos! É bom tê-los ao meu lado mas desta vez não há grade de minis pa ninguém, nem sequer um "pesseguinho" para esse pseudo-anti-alcoolico que anda por aí e que se dá pelo nome de Kiev, fulano caricato e mecambuzio de quem estranhamente gosto muito, mas muito mesmo.Até me atrevia a dizer que não me importava que fosse meu irmão.Mas pronto, tê-lo como amigo, assim como ao Filipe, Miguelito e o resto dos "armantes" já é bom.Meus caros amigos, obrigado pela grande festa de segunda passada. Estava toda fresquinha a cerveja.Diverti como ja há muito não me divertia.
Agradecimentos especiais para:- Minhã mãe, que se empenhou durante o dia 24 á tarde a fazer petiscos (devidamente exterminadas durante a festa) e que fez tudo sozinha.- Alcina, Tela e Miguelito pelas horas de riso na capela até ás tantas-Leandro, Filipe, Patricia, Telma,Alcina, Kiev Miguelito e Cristina por terem estado comigo nessa tarde.-Obri...bri...gado Bruno por por nos aturar...rares a todos durante 365 dias por ano-Á Beta por nos aturar-Ao Kiev por existir durante a tarde mas que ninguem viu de noite...Também me vi fodido, pá.Aqueles pesseguinhos do adro em fermento

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Amanhã

Coyote em Jan de 75


Estado do tempo: cinzento
Estado da alma: fria
Corpo: com resistência
Assitencia: alguns mineiros que ainda perdem tempo a ler diarreias mentais
O que eu penso sobre isto: isto está a correr mal!
O que eu tento pensar ainda: isto vai melhorar!


Quando amanhã forem 08:30 da manhã, farão 33 anos que a minha mãe deu á luz esta besta que vos escreve e vos aborrece com esta merda de blog que existe apenas por devoção a um espaço que eu julgo que me mereçe.Não merece pior nem melhor que eu, apenas me merece também. Quando essa hora chegar o despertador irá tocar e eu vou ligar á minha mãe para lhe lembrar as dores que ela sentiu quando logo pela manhã desse dia 24 de Julho de 74 eu senti a vontade de sair cedo de dentro dela.Sentia que a ditadura tinha acabado e que o Salazar já se havia retirado e escolhia assim nascer para ser livre, ser livre de escrever e de falar, ser livre pensar e de actuar, sem censura nem Pides nem medo a Caxias nem ao raio que os partam a esses tempos já idos.
Não consigo imaginar a dor que causei nessa manhã, nesse dia, mas acredito que a dor de o ventre a ser rasgado por uma peça como eu não deve ser lá muito bom.O que vale é que nasci fraquito e pequenito, saí "pelo próprio pé". Não dei sinais que viria, já aí fui avesso a horários e cumprimissos. Vim sem avisar e sem combinar o que ainda hoje se mantêm em mim.Ou quase se mantêm, porque os planos que faço esvaiem-se sempre daí que tenha voltado á versão original e não prometa nem planeie nada, o que acontece será bom, ou mau, depende da forma com que o olhe.
O meu irmão, certinho e tal lá foi dando uns biqueiros a anunciar em 72 que a hora dele estava a chegar.Lá foi a mãe para o Hospital de Paredes dar á luz o Felisberto.Eu não...eu vim pela calada, deixei o meu pai sair para o trabalho e saí, em plena cama da minha mãe, na mesma cama onde durmo desde então.A cama de onde vos escrevo é a mesma na qual nasci, é a mesma em que durmo, a mesma em que me refugio nas horas tristes, a mesma que suporta o peso das bebedeiras, das noites mal dormidas, das tristezas, das horas dificeis...com jeito será leito final, cumprindo assim o verdadeiro designio de cama. Nela nascer, viver e morrer. Quero com isto dizer que sou caseiro, não fui de aviário como o meu maninho...nasci na Vista Alegre e nunca me senti triste por isso, ainda hoje ao passar olho a casa onde nasci, a janela de onde vi o mundo pela primeira vez, as escadas que aprendi a gatinhar e vadiar, a varanda da qual via os carros passar...
Amanhã, mais que eu, a minha mãe estará de parabéns porque lhe doeu mais a ela ter-me dado á luz do Verão do que a mim ao romper a carne e a soltar-lhe a dor, doeu-lhe mais a ela a minha transformação em homem que muitas preocupações e tristezas lhe deu do que ela a mim, pois a minha mãe nunca me desiludiu enquanto eu sempre a fui iludindo.
Amanhã, se passarem por ela podem dar os parabéns por um aniversário doloroso, ou então culpa-la de ter posto no mundo a besta que vos consome aqui, no café e onde quer que vos encontre. Por ter posto no mundo uma besta que no fundo e sem falsa modéstia até é bem mais calmo que o Saddam Hussein e que o Bin Laden, mas mais explosivo e mais brusco que Lázaro, o morto da Galileia ou mesmo S.Pedro.
Respirar fundo... e tentar sorrir um pouco. Respirar fundo... Arriscar-me-ia a dizer que não me sinto bem. Mas não, não quero antecipar-me a nada. Só espero que o dia de hoje continue a correr bem; no mínimo que seja como o de ontem ou até melhor.

domingo, 22 de julho de 2007

O pequeno eu


Sabíamos que avançaríamos noites adentro para estarmos ali todos sentados a cantar, falar, tocar viola. Havia um misto de determinação e desespero, cansaço e força, amor e ódio nos olhos de todos. Era tudo intenso demais, as sensações misturavam-se com gosto de montanha russa.
Saí do meu quarto para apanhar um pouco de ar. Desci as primeiras escadas e apoiei-me na grade da esplanada do meu avô. Diante de mim uma noite fria e escura, com ares de chuva que se parecia aproximar. Respirei fundo antes de acender o meu fiel companheiro, o cigarro ventil. E antes que pudesse dar conta, estava, mais uma vez, mergulhado nas árvores e nas pedras deste largo que me viu crescer ano após ano.
Como de costume, veio a melancolia, a saudade do que não sei, o gosto doce-ácido de ser cliente daquele lugar que tanto namorei e ainda namoro, por tanto tempo. Estas velhas árvores acompanharam-me por muitos anos. De miudo a rapaz, a homem e quiça assistirão á minha transformação em velho. De noivo de um sonho de felicidade a pai de toda a tristeza do mundo. De actor da minha vida de aldeia de Penafiel a morador da mais linda vila do mundo: Rio de Moinhos, aldeia velha...vila adolescente Rio de Moinhos, que encerra os meus mais guardados medos, que muitos dias me viu chorar por dentro.
E nesta nostalgia da minha tão solitária posição, saltei para um pensamento que transitava entre sedativo e aterrador. Está tudo a girar, pensei. Estas árvores que me acompanham, tão solenes, tão constantes, a olharem-me com seus olhos seculares, de firmes não têm nada e têm tudo. Estão a girar. E tão rápido que não há tempo de sair do lugar.As minhas mãos, que sempre me protegem do que é maior do que eu, estão a girar. Estas lágrimas que caem tão lentas e aflitas, estão mesmo a cair? Estão a girar. E todos aqueles que estão longe de mim, apertam de saudade o meu coração, estão a girar. E toda a dor, todo o amor, todo ardor que carrego em mim, estão em mim, estão a girar. Todas as lutas, as lástimas, as mágoas, os gritos que ficam no ar, até estes estão a girar.
Lembrei-me de quando era bem pequenito, não passava dos 7 anos, e todos os dias inventava um nome diferente para usar. O meu avô adorava. "Qual é o teu nome hoje, Armindo?", perguntava ele. "Não me chame Armindo", dizia o pequeno eu. "chame-me Marco Chagas", "Fernando Gomes", "Joaquim Santos". Eu acreditava no que estava a dizer, lembro-me bem da sensação. Eram os meus idolos, um no ciclismo, outro a marcar golos no Porto e outro nos rallies. A cada dia, eu era um, e via-me com cabelo, pele, altura, voz e jeito diferentes. A cada dia, eu era um.
E as árvores levaram-me ainda mais longe. Levaram-me ao recreio da primeira escola onde andei. Ao meu primeiro dia de aulas. A Dª Lurdes das bombas do Penedo da Pena a ensinar-me as letras e os numeros. Eu tinha 6 anos. Vi todas aquelas crianças, algumas choravam a plenos pulmões, outras riam juntas, outras mais velhas e já em classes adiantadas corriam para o abraço de professoras de anos anteriores. Todas saíram do pátio, eu fiquei. Não sabia onde estava, para onde iria, quanto tempo levaria. Foi a primeira vez que vi o mundo girar. O pátio ficou de recordação, as paredes saíram do lugar, não havia chão sob os meus pés. Mas não me lembro de sentir medo. Só havia a vertigem. Só havia o mundo a girar.
Girei então por todos os lugares por onde me enganei e me encontrei. Girei com a mesma vertigem dos meus 6 anos, só que o mundo é agora maior! E vi tanta gente a passar, e tão rápido, alguns nem me lembro do nome, outros cravados em brasa na minha mente e no meu coração. Vi um novo recreio, que mudou tanto. O recreio da Escola... As mil vezes em que estive aqui, passei por ele, e todas as esperanças e desesperanças que carregava comigo. Todas as perguntas que fiz a mim e aos outros, muitas sem qualquer palavra pronunciar. E aquela terrível impressão de que há algo no ar que tenho que, mas não consigo, agarrar. De que, por mais que faça projectos, artigos, divisões, estou a sabor do vento. Ou do tempo. Que nada nasce pronto e talvez nunca alcance este estado. Nada está pronto, nunca. Está tudo a girar.
E senti-me tão pequeno diante desse mundo que gira sem parar. Tão menor que aos meus 6 anos. E não me vou esquecer do medo que senti naquela hora, vontade de dizer ao mundo para parar que eu queria descer. Medo de tudo o que era esperado de mim. De navegador firme e inabalável que tinha de ser, do sábio vádio da vida, do poderoso sonhador, do ponderado aluno, do compreensivo amigo, do responsável filho e neto. Dos tantos que eu tinha que ser num só dia.
Mas não havia tempo para navegar nesse movimento. As árvores, as mães árvores, as deusas árvores já me diziam: não nos alcançamos. A velocidade é superior. O tempo é superior. O Tempo é Deus. É tudo tão transitório. "Tudo é esforço para alcançar o vento", já dizia o Rei Salomão. Só nos resta, ao final, a memória da pele e a memória da alma. Só nos resta o que fizemos às pessoas e o que permitimos que elas fizessem connosco. Só me resta o que senti quando cada um daqueles que passou por mim nesses giros do meu mundo me tocou. Só me resta o gosto do beijo, o cheiro do abraço, o ardor do estalo, o contacto da voz. Só me resta a paixão, o amor, as destemperanças e as tempestades.
Dali parece que, por alguns segundos, alcancei minha essência novamente. Lembrei-me dos três que perdi e como o tempo me ensinou. Da primeira que me avisou, "não posso mais, estou de partida", e da minha descrença, para encontrá-la no dia seguinte, e do meu choque, ao vê-la lá, ida embora para sempre, com um copo negro ao lado do seu lindo e pequeno corpo, de menina, aos 20 anos. Do segundo que me avisou, "não vás", e da minha teimosia, e do estampido do tiro que não matou, mas levou de nós para sempre, e do seu pedido, e ali, talvez ali, a minha dor fosse do tamanho do mundo, o meu mundo, tivesse parado de girar por um longo par de segundos.
Muita gente querida se foi, e com eles extensos pedaços do meu coração, mas os que ficaram encontraram e encontram amores do mesmo tamanho. E, às vezes, muitas vezes, encontraram também a incompreensão. É difícil entender a minha urgência, aquela urgência que tento mascarar de mil formas, mas que escapa de todas as máscaras. A urgência de quem não pode mais suportar a despedida sem que tudo seja dito e sentido. A urgência de quem já disse adeus definitivo e que sabe, o mundo está a girar. Essa é a minha essência, a urgência. O mundo, no final das contas, não tem nada de sólido. E quem sabe onde tudo vai parar daqui a pouco? E o que fica é tão pouco. Da para fazer uma lista na palma da mão.
E por ter que ser muitos, sei que o maior de todos os meus medos é não deixar claro quem realmente sou. Não, não deixo claro mesmo. Talvez nunca tenha deixado. No fim das contas eu fui apanhar ar, naquela noite, embuído do desespero de que alguém naquele café viesse até mim e dissesse, "eu sei quem és". Não com palavras é claro, poucas palavras ficam, mas com os braços estendidos e o peito oferecido. Eu atirar-me-ia com a urgência do último segundo e nele seria o mais feliz dos muitos eus. Mas só as árvores me deram abrigo. Então acabei o meu cigarro e voltei para casa. Literalmente. Era um café, era uma sala, algo parecido com uma mina. Era, então, uma sala de espelhos, às vezes um jardim, outras um labirinto. Ali gira tudo, mas constroem-se mundos.
E com o meu coração a bater no compasso da urgência estendi os braços, e ofereci o peito para o primeiro que vi.E faço sempre assim agora quando preciso.Passo o largo, observo as árvores, penso no que elas sabem e me dizem e entro na mina e ofereço-me ao primeiro sorriso.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ausência...


Senti saudades deste lugar aqui.

Mas este lugar aqui nem percebeu minha ausência...

Nem a vai perceber no dia em que sozinho passarei mais um aniversário

não sei onde nem como...

A "mina" perde-se dentro de mim...

Até um destes dias, Mineiros

segunda-feira, 9 de julho de 2007

"Áqua" reconciliation



E ao quarto dia fez-se o sossego aparente durante a tarde.Aparente porque a calma e o sossego sentido aqui hoje de tarde contrastou obviamente com a agitação sentida nas anteriores tardes e noites.A "mina" volta a ser calma de tarde, o lugar de meditação, de confissão ao sossego e o convite á reconciliação com o corpo, degastado que foi estes dias.

Para muitos a festa foi na "mina".Para mim pelo menos foi, aliás, nem sequer vi o conjunto que ai esteve no sábado, preferi sem duvida o recanto e o calor da "mina" e o carinho que este exala, do que ir ver sei lá bem quem a cantar sei lá bem o quê.E quando dei por mim já era hora das vacas e da correria que estas provocam nos mais destemidos e nos menos também.Depois segue-se o arrefecimento dos corpos e o lago é alvo da peregrinação dos mais foliões que com sacas plásticas transportam a água tão necessária para uns e tão inutil noutros corpos.


Hoje também nem vi o conjunto que esteve para ai a cantar de tarde no coreto, preferi este espaço pelo tarde, fresco e escuro e observar a entrada de corpos cansados e gastos depois da euforia dos dias de festa.


E assim, entre mais um pessego e outro, escrevo na companhia do Kiev, a quem passo a responsabilidade de ir aqui colocando algumas coisas que não deixem morrer este espaço na minha ausência.Estamos aqui os dois no palanque, estando o olhar sobre a actividade na "mina".Parece que o Bruno se está a ver á rasca com a falta de garrafas de água, hoje a água das pedras vende-se bem, não fui á farmácia saber se o negócio do "gorosan" ou do "compensan" aumentou estes dias mas o mais provavél é que tenha havido um ligeiro aumento na venda dos produtos.Os corpos reconciliam-se hoje com a água, outros preferem a mini da sossega e depois a confirmação.


A festa já acabou e neste momento observo a Mina...não está cheia, mas está animada.O que a água faz...


Bom, penso que no fim-de-semana estarei cá para postar saudades...já alguém terá conseguido postar saudades de um espaço? Eu vou em busca das palavras e de mente aberta a tentar ver se descubro uma fórmula mágica que seja escrita e destilada e cujo o resultado final seja a saudade, da mina e dos mineiros.


Pena que a "mina" não tenha sido contemplada com um arco de iluminação cá dentro para a gente se lembrar que afinal a festa também era na rua...para meio entendedor esta frase transmite o teor confortável do espaço.


Ah, esqueci do pormenor caricato que se passou entre o lançamento das vacas...o Chico e o Drunfa a correr estrada da barragem abaixo a gritar "dá-lhe, dá-lhe" logo secundados por mim e o Juninho e foi ver gente, muita gente, ávida de ver pancada, a correr estrada a baixo a ver quem estava supostamente a sofrer consequências fisicas...e foi tão lindo, não havia nada, apenas nós a rir e ao berros a olhar para a curva da estrada lá ao fundo, onde já nem os olhos descobriam o horizonte e esse horizonte, á hora em que era não passava de uns escassos 200 mts...Diz-se que era a curva do Quim de Covelas!

domingo, 8 de julho de 2007

Para ti Jordão


Este texto hoje é inteiramente dedicado ao Jordão, ao chefe da "mina", o gerente do espaço.Faço-o porque ele merece e porque não faz sentido escrever na mina sem que se faça uma referência ao Jordão.

Ontem foi um dia dificil para o jordão, sabemos que a festa lhe traz recordações que em nada são felizes e como tal teremos que aceitar um comportamento que acaba por ser normal de um amigo em igual situação. Não é fácil e eu reconheço que até é dificil controlar a situação.Por isso hoje venho sair aqui em defesa do Bruno, não que ele tenha necessidade que o defendam, nada disso, mas tem necessidade de ser compreendido quando bebe e deriva entre o choro da recordação, do trauma e da saudade, e brinque e se abraçe aos amigos que sente lá bem dentro daquele coração que parece enorme, que não acaba.Ontem foi um dia desses.Entrei na "mina" á noite e já encontrei o Bruno de "rodas para o ar", ou seja, deu o exemplo melhor para se levar a festa como se deve levar, na boa e sem estrilhos.

Bruno, ontem abraçaste-me, teceste-me elogios pela criação deste espaço, mas Bruno, o que me move a escrever isto não são os teus elogios, é sim a amizade que eu e todos quantos te conhecem nutrem por ti e pela Beta.Ontem estavamos aí porque estavas aí, e sabemos que embora estejas a trabalhar para ti, também ficas feliz em a grande maioria dos "mineiros" serem pessoas que no fundo são tuas amigas, vão para te ver, falar contigo, usufruir da tua boa disposição, da tua infindável paciência, em suma, do que representas.

Bruno, ontem deitaste-te no meu colo a chorar, porque a saudade doeu e lembraste-te do que nunca vais esquecer, mas a hora era de festa, e quando te disse e obriguei a abrir os olhos para veres a quantidade de amigos que tinhas ali no teu café, que vão ali por ti, pela beta, reconheço que fui frio e bruto nas palavras que te disse, mas sei que te foram directas ao coração e pús-te a pé, saltamos logo juntos daquele palanque para os ombros da Telma e da Alcina que com uma paciência do diabo, aturavam o Miguelito que na altura lhes jurou amizade eterna.Sorrimos, viemos ver as vacas, beber mais umas bejecas, tu das tuas, eu e o Kiev das nossas...mas mesmo de pessego estavamos envolvidos no espirito porque sabemos chegar lá...né Kiev?

Jordão, amigo, não entendas esta carta como um acto de sabujice, escrevo porque quero e porque me apetece mas acima de tudo porque mereces o nosso carinho e amizade porque, todos os dias estás a olhar por cada um de nós, todos os dias dás de ti a qualquer "mineiro" que esteja em baixo, triste e deprimido.Porque é que achas que na minha depressão escolhi a "mina" para descansar, pensar, estar? Porque ai sou acarinhado, tomas conta de mim quando eu já não sou capaz de assumir o meu próprio controle, nunca me abandonaste bêbado numa mesa virando-me as costas sem conversar comigo e sem saber a forma exacta de puderes ajudar tendo como objectivo o eu proprio bem.E fazes isso a mim e fazes aos outros, porque te importas.

Jordão, se de vez enquando beberes uns copos ficares alegre, não tenhas medo em incomodar-nos nem em perturbar-nos porque também somos teus amigos e acima de tudo tambem existimos para te ampararmos nos momentos dificeis.

E logo voltamos a beber pessegos, zé...não te preocupes porque vamos atingir os nossos niveis de espiritualidade como os outros, já sabes.

sábado, 7 de julho de 2007

As cornetas


Chegou a festa e como sempre a "mina" encheu-se de "mineiros" desesperados por regarem as gargantas ávidas de uma cerveja fresquinha ou um shoot para acalmar os ânimos.As noites em dias de festa tem um encanto especial e depois por magia, a malta junta-se no final das vacas de fogo á sua porta enquanto a grade de acesso se vai fechando sob pena de vir a guarda e encontrar "mineiros" em plena actividade.Aparecem de todos os cantos o pessoal conotado com a "Mina", alguns já em adiantado estado de composição (não é Albano?).


Por fim reina o silêncio no largo que serve de palco a toda esta agitação mágica e então o sono, de forma pesada e sem piedade toma-nos e levamos ao seu reino, proporcionando-nos um sono profundo, levando os corpos gastos e cansados pelos excessos do que representa a festa para um descanso que poderias ser quase eterno até ao meio-dia.


Mas eis que voltam as putas das cornetas do Couto de Milhundos a debitar um som estridente que além de me irritar, consome a alma.Puta que as pariu.Desculpem o desabafo, mas não há paciência para as musicas que dali das cornetas são atiradas contra as minhas janelas, contra as paredes que compõem este belo local.E assim o sossego matinal perde-se.Até entendo que há a necessidade de a comissão de festas cumprir os seus cumprimissos publicitários, mas, não poderia ser com uma aparelhegem melhor? ao menos garantiam qualidade.


Uma vez disse que não me importava que o exercito me emprestasse um missil e 2 homens para apoio de fogo de artilharia.Podem não acreditar mas não seria para o estádio da Luz que viraria a peça de fogo de artilharia (até poderia ser um obus), seria sim para aquele poste que, parece orgulhoso de ostentar as putas das cornetas. Refugio-me no meu quarto, ja acordado, mas não há hipotese, as cornetas irritam-me.Para onde ir então? Pois claro, afogar magoas e descarregar as minhas diarreias mentais a um dos computadores prostitutos (andam de mão em mão) da "Mina".


Aqui , na "mina" ao menos ouço musicas que algumas até não as curto, mas pelo menos há qualidade de som e os decibeis não me ferem os timpanos nem as membranas auriculares.Pelo menos aqui as cornetas são de qualidade e o gira discos tem a agulha em termos e as cabeças do leitor de cassetes estão em bom estado.


Só espero que um dia o bruno não venha a optar por um jogo de cornetas iguais ás do Couto de milhundos para dar aquele som de fundo ao café, porque ai não pedirei ao Exército um missil ou uma peça de artilharia, mas sim aos EUA que venham cá com uma bomba atómica e rebente com a "mina".


É que nem nas escadas lá fora se está bem, muito menos encostado ás paredes da casa do Pai dos Pobres...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pedaços



O Vitor e o João já partiram hoje para o Luxemburgo...
Queria ter lá ido despedir-me deles, mas faltaram-me as forças e a coragem de me levantar ás 6 da manhã para lhes dar aquele abraço. Não as forças para ir ter com eles aqui ao largo , mas para vir de volta a casa.

O medo de me deixar embalar pelo sitio que mais visito quando cá estou rivaliza com o sitio que mais visito também na minha mente, esquecendo que tenho que voltar para uma vida que não é a minha mas que tenho vivido tentando encontrar-me com o que era e por isso... Perdoai-me amigos por não vos dizer adeus mas estarei cá para vos abraçar no vosso regresso.

Acordo ás 13 horas, levanto-me e mais uma vez solto o habitual "puta que pariu, que merda de vida" e dirijo-me á casa de banho mas nem me apetece tomar banho hoje, talvez vá daqui a pouco e desfazer a barba, quando fizer a digestão e a medicação já me deixar pensar de forma mais lúcida. Lavo a cara, reconheço-me ao espelho e isso basta-me, já tive um aspecto pior.

Bato a porta degavar, olho só mais uma vez, nem a fecho à chave e deixo as minhas pernas caminharem em direcção à vida. Olho um segundo para trás e verifico se a porta está fechada.
Enquanto caminho sinto o peso dos meus passos na tarde deserta. O calor do dia ainda cobre tudo e o sol afasta as gentes da rua. Espero o meu carrasco na "mina" de tantas alegrias. Olho as pedras no chão ainda adormecidas pela noite mas com o interior cheio de alegria de festas passadas e já preparadas para receberem mais uma este fim-de-semana. O calor empurra-me para dentro de mim enquanto vejo o ar a sair em nuvens da minha boca, ou é o fumo do cigarro que vou fumando enquanto os meus passos trazem ainda o meu corpo adormecido por trilhos que já conhecem de cor. Por momentos desejo que venha o frio, e me deixe aqui plantado, congelado num dos bancos do largo como uma estátua, eterno espectador de um teatro inesquecivel.

Mas a lucidez acaba por vir e eu dando um último olhar ao mundo que se me desaparece entro na viagem, na minha viagem. Com o andar vou vendo o sol a surgir pelo branco para derreter o que a noite tornou quieto. Um nevoeiro acompanha-me até á "mina". Enquanto viajo entram reticentes "mineiros"que viajam para a sua luta diária ou apenas fazem de uma curta estadia menor aqui no café uma das suas lutas diárias.

Tomo um café, peço outro a seguir á Beta, que com muita paciência lá me vai atendendo café a café.Eu adoro café e então quando tomo dois quase seguidos estes trazem-me de volta o mundo que abandonei ao entrar no estado que entrei. Trazem-me o prazer de quando era o gajo que apenas sossegava ao ouvir a "Black" dos Pearl Jam e da qual fiz o meu hino de vida e estes cafés ajudam, consomem-me o pensamento. O meu desalento e tristeza deixei-os lá atrás, lá fora, ali no passeio a ver se se cansam na minha espera e se vão embora como quem diz: " não vens? vai-te foder que nós já vamos".

Já na "mina" e novamente na segura solidão da penumbra que o palanque me oferece. Aqui sem nunca o ter descoberto, descubri o local ideal para estar...parece que foi feito para mim, não sei...

Gostava e até me apetece ir ver o rio, ficar ali sentado enquanto ele vai escorrendo a meu lado. Não o faço, por trazer a memória do que já não é meu. O nevoeiro solidário que o meu cigarro vai brotando fecha a cortina para que não ceda à tentação. Em criança sonhava com o frio, para que viesse sobre o Tamega e o congelasse. Correria então por ele acima para chegar de novo ao cais que no cimo do rio me esparava. Agora sei-o impossivel e por isso me amargura e entristece olhar para ele quando vindo da outra margem de lá volto para à casa que não é a minha mas dos velhos avós já cansados.

Depois quando as saudades já me arderem no peito voltarei ao seu encontro, talvez a Ribeira ou a Barco do Souto e olhando a água lanço fora as lágrimas que nao me interessam e este que é o meu sonho faz com que a proxima vez que lá volte seja apenas para sorrir, nadar ou então em velhinho, pescar.

Por agora prefiro a escuridão e a penumbra da "mina" e a companhia do Kiev que agora vem de olhos baços e tristes sentar-se junto a mim.


Na Foto: as ninas do palanque

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Vem ai a festa


Passou o fim-de-semana, foi cansativo, p'lo menos para os senhores da foto e restantes colegas musicos.Foram 4 dias sempre em concertos nos quais, claro, estivemos ao melhor nivel.


Para o próximo fim-de-semana ja não estarão cá o Vitor e o João, estarão em digressão até ao Luxemburgo com concertos agendados lá e em Paris.Fico contente por eles...ja fui uma vez e sinceramente, apesar de me terem convidado a ir senti que deveria recusar porque não estou em condições, e depois porque indo o Vitor em minha vez pode ser que ele ainda possa levar a Tuba mais a sério.


Eles não estão, mas estaremos nós, Mineiros do costume, a abrir o café e a fecha-lo, a beber ali uns copos, a ver pessoal que entra pela primeira vez na mina e abrir a boca de espanto ao ver a familia que se junta.Engraçado...reparem no espanto de quem pela 1ª vez entra na "mina".


O Conforto lembra-me um café que frequentava no Porto, a sério, creio que de vez enquando falo nele.O café Luso na praça Carlos Alberto.Era assim um espaço como agora se transforma a "mina".Lá haviam pessoas e só isso mesmo, eu entrava e sentava-me numa mesa, passado um pouco vinha um medico do Sto Antonio e sentava-se a falar de qualquer coisa, depois vinha um estudante de belas artes e sem nos conhecermos de lado algum ja eramos 3 na mesa a falar de coisas do nada e do tudo, depois vinha um chulo ou puta, doutor ou engenheiro, trolha ou motorista, mas ali, todos eram da mesma massa, todos queriam aproveitar ao maximo aqueles minutos em que estar no café era mais que simplesmente estar.Era estar e aprender com isso.


Vem ai a festa e a "mina" lá vai estar e nós vamos ver o Bruno, domingo á noite, já bem f****** a correr atrás da vaca de fogo, pena o Enzo não ver o pai a fazer aquelas figuras, mas vemos nós e vamos também atrás do Jordão.

domingo, 1 de julho de 2007

Sentado ao balcão


Hoje dei por mim a pensar, enquanto estava sentado ao balcão a tomar um café depois do jantar, que não deixa de ser engraçado o facto de se dizer que na "Mina" não se formam grupos (eu também o garanto num texto atrás qualquer) quando num verdadeiro olhar á distância percebo que de facto há grupos, mas todos eles formam a "mina". Não me refiro a grupos isolados ou exluídos, mas sim aqueles grupos de pessoas entre si mais chegadas e amigas, digamos assim.

Há o grupo do pessoal do futebol, da banda, o das miúdas crescidas, das miúdas , do pessoal lá de cima do "palanque"...grupos, grupos que se entrelaçam entre si, grupos que se adivinham antes de se entrar no café, mas todos eles identificados. Pessoas que interligam grupos, pessoas que se juntam, se falam, partilham momentos, risos, partilham quase tudo.Claro que seria impossivel juntar todos os "mineiros" numa só mesa e como tal, eles dividem-se pelas várias mesas, mas as cadeiras...essas dançam de mesa para mesa, porque se está aqui com este grupo com a qual mantemos algo em comum, depois vai-se a outro onde também deixamos algo nosso, depois ainda outro, e assim a "mina" se torna num grande grupo.

A "Mina" é nossa, somos nós, "mineiros" que a fazemos, que a tornamos cada vez mais o nosso espaço diário ou semanal ou a colocámos negra, nós que a iluminámos com a presença de cada um de nós ou calamo-la...

Este texto está fraco, mas é a minha visão do que vi hoje desde o balcão, sem estar com nenhum dos grupos com os quais costumo estar de forma particular mas ter estado inserido no grande grupo...enquanto tomava café e bebia uma água, sozinho e absorvido pelo que via, sentado ao balcão.
P.S. Estou cansado fisicamente...nem sabia bem o que escrever e do nada e do cansaço se fez este texto.

sábado, 30 de junho de 2007

A Mina perde os musicos...


Pois é, nestes dias a "mina" será um pouco menos produtiva, afinal são muitos os "mineiros" que vão ao serviço da nosssa banda até Valadares, V.N.Gaia. Serão 3 dias de festa com outras bandas e nas quais, claro, tentaremos ser a banda melhor.

E a "mina" fica assim sem o João Farpudo, Vitor Turbinas, Gattuso, eu, o Telmo, o Nuno, o Paulo e outros que por ventura passam lá volta e meia...mas não faz mal, a gente vai aparecendo a altas horas para o cafézinho reconfortante e também, no caso de alguns, matar as saudades do espaço...

Hoje já não tenho muito espaço de tempo para postar aqui, ontem os "mineiros" musicos foram dar um concerto a Viseu e chegamos eram quase 5 da manhã e agora ás 15 horas lá vamos nós de novo.Mas eu volto aqui mais logo quando o meu corpo chegar aqui cansado da festa, cansado mas com um objectivo: vir aqui á mina "mictar" letras e palavras.

Até já pessoal.



PS A foto deste texto é a tal fita manhosa que faz de mim um armante...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

A vez da sobriedade absoluta



Ontem vazei, saí, acabei por aceitar um convite para ir ver Joe Satriani que confesso nem vi porque me quis divertir no recinto (comprei uma fita para o cabelo, tipo "armante"e mais uma carteirinha fixe para oferecer ao Kiev, amaricada uma vez que tinha umas cenas cor-de-rosa mas ele confessará que é de uma utilidade...). Antes disso fui ás compras ao Vasco da Gama e comprei umas calças, uma prendita para um amigo (F.Sousa) e 2 casacos de capuz para mim. Ah, também quis comprar o "Chromme Azzarot" mas não vi (sabes para quem é a boca, não sabes, oh Maradona) e acabei por comprar um D&G versão obviamente masculina.
Jantei, em pleno Parque das nações um Spaghetti al Carbonara que me soube pela vidinha e depois paguei, e saí.Ninguém de nós sabia onde era o recinto e então lá perguntamos. - Ai e tal, é ja ali, 20 minutos a pé, mesmo debaixo da ponte Vasco da Gama- disse o bufo que me fodeu bem, pois andei, andei, andei, e passado uma hora e dez lá cheguei ao recinto.
Seca, milhares de pessoas para entrar, ja eram quase 20 horas e ainda havia milhares de "festivaleiros" cá fora, alguns pareciam "mineiros" tal era o grau de sobriedade que apresentavam.Passados 45 minutos lá cheguei á revista policial, que me queria apreender os medicamentos, era um policia velho e que já estava naquela de até me tirar a tampa da garrafa da água que levava para tomar as pastilhas (não, não eram psicotrópicas tipo ecstasy).
Duzentas e tal torneiras de Super Bock e eu não poder matar a sede...mas teve que ser.
Bem, agora como descrever um ambiente onde se vê de tudo? Era só charros a passar de mão em mão, gajas bêbadas a chamar o velho Greg, gajos a lamberem-se na boca e eu ali, na minha e a pensar na "Mina".Fui com 3 gajos jogar matraquilhos e lá acabou o Joe Satriani.
Metallica.Sinceramente não esperava tanta qualidade por parte desse grupo alemão.A viagem foi de comboio, e embora não possam acreditar, não ingeri qualquer gota de alcool, apenas um Red Bull porque estava a ficar ensonado e 3 cafés. Pensei que não iria gostar de um grupo que até nem me diz muito, mas sinceramente, fiquei a gostar porque demonstraram um profissionalismo, um som quase de estudio e acima de tudo, souberam ter a plateia na mão, deliciando-nos com não um, mas dois "encores" ou seja, depois de terminarem ainda voltaram duas vezes e aí deram-nos o "Unforgiven" 1 e 2 , "One" e o "Nothing else matters".
Liguei aos "Mineiros" para ouvirem o ambiente e para lhes dizer que estava bem e a curtir até mas também já era tarde.O Andrezito ainda atendeu e ouviu o som...sentiu o gostinho especial que eu estava a sentir.
E a festa acabou, a procissão de mocados e abananados, borrachos, sóbrios (eu e alguns poucos) realizava-se agora de volta á Gare do oriente, que de um momento para o outro se tornou mais uma vez como que um grande albergue para os sem-abrigo improvisados.É aqui que vale a experiência, da noite fria se fez quente, porque ao abrir a mochila saltaram casacos e camisolas enquanto outros corpos iam perdendo alcool e arrefecendo, eu ía aquecendo e dormindo descansado o sono do guerreiro.
Por fim o comboio de novo, viagem toda a dormir e para trás uma noite inesquecivel, pois não me lembro de estar tão sóbrio num concerto desde que o José Cid veio uma vez a Rio de Moinhos...mas isso já foi no tempo do Sumol só ao domingo.
E ontem a "mina" não me deu aquele vapor mais uma vez, que cala a dor e a tristeza e a transforma em culto e cumplicidade com os amigos mais necessitados.


PS.Obrigado Kiev pelo teu comentário, são palavras como essas que fazem crescer o coração e querer agarrar os amigos com as duas mãos como se estas fossem fortes, macias, como as garras de um corvo.Hoje de negro? Vem á "mina" e leva cor.Obrigado Kiev

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Fraco


Hoje não fui á "mina"...hoje simplesmente fechei-me em mim e caí.Dei por mim caido no chão, com a minha mãe a chorar e o meu pai a tentar erguer-me.Lembro-me vagamente de ir na ambulancia para o hospital...Sou assim tão fraco?

Confesso que deitado na maca das urgencias chorei, chorei por estar a obrigar o meu pai e a minha mãe estarem ali, preocupados, á seca, e eu ali, sem forças e a levar soro.Tiraram-me sangue, as analises estavam boas e o sangue com indices bons, mas claro, apresentei dose exagerada de medicação e aterrei.Pensei na "mina", queria lá ter estado, queria estar com os amigos, mas antes disso perdi a consciencia.

Eu sei que falhei, sei que posso sempre contar com os "mineiros" do costume, mas hoje nem ao trabalho cheguei, nem vi a entrada da "mina" sequer.

Tou baralhado, nem sei porque estou a escrever este texto derrotado aqui, mas bolas, assumo, tive saudades da "mina" e do pessoal da "mina", vontade de estar com o Miguelito e o Kiev pois precisam de amigos a sério, que os ouçam, precisava do abraço do Filipe Sousa e do café do costume.

Eu sei Filipe, estás desapontado e muito triste comigo, desiludido até, mas acredita, não fiz nada prepositadamente.Filipe, és o meu melhor amigo e só peço que amanhã não me maçes a cabeça porque este dia é para esquecer, é para não contar.Apenas te peço desculpas por te desiludir, quero contar sempre contigo do meu lado, agora e quando voltar a ser aquele Joca que conheceste um dia.

Aos outros "mineiros" amigos também peço desculpa, hoje não piquei o ponto e a viola ficou muda e aposto que a "mina" não teve aquele brilho cultural que eu e o Filipe lhe emprestamos quando de viola em punho enevoamos o ar com acordes e ressonâncias.E não estou a armar-me...