
Eis a peça de mobiliário sanitário que faltava e falta na Mina! Abençoado pelo dom criativo que o Senhor Deus Pai lhe deu, Bruno Jordão não se mostra interessado e nem por isso reinventa o clássico autoclismo.
Poder-se-ia ter limitado apenas à nobre arte de servir a taça de branco ou a mini geladíssima (a torneira) com o pires de tremoços ou amendoíns mas o Jordão não é homem de querer mais e ao ir onde mais ninguém foi, ou por falta de tempo ou porque era inútil, revelou também uma enorme falta de talento decorativo.É pena porque neste anos todos ele tem tido na Mina dos mais ilustres pensadores da nossa praça, os maiores "fazedores de opinião" da zona e tem servido nas mais produtivas turtulias feitas a norte do Mondego.
Mas falemos do autoclismo, essa peça de indubitável valor e tantas vezes votada ao esquecimento. Quantas vezes vemos os maltratos que essa peça sofre com a ponta do cigarro que parece incomodar a "cagadela" ( esta frase para aqueles que como eu tem apenas a 4ª classe) ou a defecação ( é o mesmo que cagadela, mas dado o nivel cultural, visto que a Mina agora alberga muitos doutores e doutoras exige-se que se use este Português) do fumador, a micção (lá está, é uma mijadela, inculto) descontrolada do cliente alcoolizado ou mesmo tornado diário dos cagões? Sim, porque nos autoclismos e nas portas de casa de banho, escrevem-se diários com frases tão profundas para a sociedade que até nos remetem á uma introspecção duradoira.Eis algumas perolas mais comuns:
"Caguei aqui a 17 / 12 / 2006" -importante este dado
"Quem aqui vier cagar traga consigo papel, que não faça da merda tinta e dos dedos um pincel"
"Aqui todos os corajosos se cagam todos" - Profundo...
Estes são apenas exemplos da poesia ou dos "maltratos culturais que um autoclismo leva"
E no entanto, ali está ele, qual apoio de retaguarda, qual amigo que nos ampara nos momentos difíceis, sempre silencioso e servil... Pelo menos até ao momento da descarga...que não existe na Mina.Pois é...qual tasco que não tem uma merda de um autoclismo para descarregar sobre as nossas fezes devidamente colocadas a boiar no fundo da sanita? Até a Portela tem...
O Jordão não o fez embutido. Não. Nem no tecto, daqueles com um fio que ao puxar fazem desabar o dilúvio sobre o torcido ou amarelecido líquido. Nem foi mais à frente ou mais ao lado, neste caso. Na sua mente de fino recorte decorativo, o Jordão bem podia decidir arriscar tudo e num gesto de empreiteiro sem precedentes, digna de um qualquer engenheiro, coloca o autoclismo de lado. De lado? sim, e mais. Sem receio da crítica feroz e acirrada dos conservadores do tipo "caga no monte" por colocar pelo o simples autoclismo a funcionar ou então substitui-lo por uma torneira.Ora bem, para os líquidos ainda se aceita a solução, mas e os sólidos? Fica a questão. E a eterna esperança de nunca precisar de aliviar a tripa na Mina.
Mas nem tudo é mau...ao menos, num dia destes tive que me usar do wc da Mina para defecar...fiquei ali a fumar uma cigarrada, na boa, a observar os azulejos (sim Azulejos porque se fosse Vermelhejos ou Verdejos ou Amarelejos ou mesmo Pretejos eu não cagava ali, gosto de apreciar Azulejos). É de realçar que a luz se apagou porque tem um modernissimo sistema de temporização, que tipo, quando se está na hora de limpar o anús (cu para os mais desfavorecidos culturalmente) se apaga e um gajo fica ali ás escuras de calças arreadas...Nem uma vela ou um balde para nos safar...
Pois amigo "mineiro", tu que geralmente envias o fax daquele requintado wc, traz contigo uma garrafa de água ou então uma saquinha onde poderás largar os teus dejectos intestinais e colocas no cestinho dos papeis.Em alternativa, vais ao monte porque lá também não há água, luz nem tens que ter problemas na forma como deixas cagada a sanita para quem vier a seguir, nos montes não faltam sitios bons e virgens para se escrever o fax do dia.
Aceitam-se ajudas monetárias para resolver essa questão pertinente...
Pois amigo "mineiro", tu que geralmente envias o fax daquele requintado wc, traz contigo uma garrafa de água ou então uma saquinha onde poderás largar os teus dejectos intestinais e colocas no cestinho dos papeis.Em alternativa, vais ao monte porque lá também não há água, luz nem tens que ter problemas na forma como deixas cagada a sanita para quem vier a seguir, nos montes não faltam sitios bons e virgens para se escrever o fax do dia.
Aceitam-se ajudas monetárias para resolver essa questão pertinente...
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