Este texto hoje é inteiramente dedicado ao Jordão, ao chefe da "mina", o gerente do espaço.Faço-o porque ele merece e porque não faz sentido escrever na mina sem que se faça uma referência ao Jordão.
Ontem foi um dia dificil para o jordão, sabemos que a festa lhe traz recordações que em nada são felizes e como tal teremos que aceitar um comportamento que acaba por ser normal de um amigo em igual situação. Não é fácil e eu reconheço que até é dificil controlar a situação.Por isso hoje venho sair aqui em defesa do Bruno, não que ele tenha necessidade que o defendam, nada disso, mas tem necessidade de ser compreendido quando bebe e deriva entre o choro da recordação, do trauma e da saudade, e brinque e se abraçe aos amigos que sente lá bem dentro daquele coração que parece enorme, que não acaba.Ontem foi um dia desses.Entrei na "mina" á noite e já encontrei o Bruno de "rodas para o ar", ou seja, deu o exemplo melhor para se levar a festa como se deve levar, na boa e sem estrilhos.
Bruno, ontem abraçaste-me, teceste-me elogios pela criação deste espaço, mas Bruno, o que me move a escrever isto não são os teus elogios, é sim a amizade que eu e todos quantos te conhecem nutrem por ti e pela Beta.Ontem estavamos aí porque estavas aí, e sabemos que embora estejas a trabalhar para ti, também ficas feliz em a grande maioria dos "mineiros" serem pessoas que no fundo são tuas amigas, vão para te ver, falar contigo, usufruir da tua boa disposição, da tua infindável paciência, em suma, do que representas.
Bruno, ontem deitaste-te no meu colo a chorar, porque a saudade doeu e lembraste-te do que nunca vais esquecer, mas a hora era de festa, e quando te disse e obriguei a abrir os olhos para veres a quantidade de amigos que tinhas ali no teu café, que vão ali por ti, pela beta, reconheço que fui frio e bruto nas palavras que te disse, mas sei que te foram directas ao coração e pús-te a pé, saltamos logo juntos daquele palanque para os ombros da Telma e da Alcina que com uma paciência do diabo, aturavam o Miguelito que na altura lhes jurou amizade eterna.Sorrimos, viemos ver as vacas, beber mais umas bejecas, tu das tuas, eu e o Kiev das nossas...mas mesmo de pessego estavamos envolvidos no espirito porque sabemos chegar lá...né Kiev?
Jordão, amigo, não entendas esta carta como um acto de sabujice, escrevo porque quero e porque me apetece mas acima de tudo porque mereces o nosso carinho e amizade porque, todos os dias estás a olhar por cada um de nós, todos os dias dás de ti a qualquer "mineiro" que esteja em baixo, triste e deprimido.Porque é que achas que na minha depressão escolhi a "mina" para descansar, pensar, estar? Porque ai sou acarinhado, tomas conta de mim quando eu já não sou capaz de assumir o meu próprio controle, nunca me abandonaste bêbado numa mesa virando-me as costas sem conversar comigo e sem saber a forma exacta de puderes ajudar tendo como objectivo o eu proprio bem.E fazes isso a mim e fazes aos outros, porque te importas.
Jordão, se de vez enquando beberes uns copos ficares alegre, não tenhas medo em incomodar-nos nem em perturbar-nos porque também somos teus amigos e acima de tudo tambem existimos para te ampararmos nos momentos dificeis.
E logo voltamos a beber pessegos, zé...não te preocupes porque vamos atingir os nossos niveis de espiritualidade como os outros, já sabes.
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